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Memes, né minha filha? Uma breve reflexão do meme como estratégia comunicacional e sua força

  • Foto do escritor: albuqrqe
    albuqrqe
  • 17 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

Senhora? Senhora? 3 reais? Que deselegante! Não é minha filha? Chego a ter certeza que alguma dessas combinações conseguem criar um cenário imagético na sua mente. Estou errado? Seja uma senhora correndo; Sandra Annemberg sentada na bancada do jornal hoje; Ana Furtado em seu programa ou até o Drauzio Varella como repórter do Fantástico. Essas quatro situações que aconteceram em diferentes espaços de tempo convergem para um ponto em comum: a sua consolidação em memes.


A constante transformação vivida nos meios de comunicação foi acentuada com a ascensão do jornalismo multiplataforma, essa troca real da mídia tradicional com a internet e seus dispositivos. Vivemos hoje, de maneira não linear, uma conversa entre o telejornalismo, o rádio, a internet o seus desdobramentos nas redes sociais (ao infinito e além rs).


Podemos, também, interpolar este cenário por meio da cultura participativa e da era do compartilhamento. Onde o espectador deixa de lado seu papel passivo e, quando deseja - muitas vezes via redes sociais digitais, assume o papel de crítico e dissertador do fato. O que transformar essa comunicação em bidirecional, prato cheio para a consolidação do meme como fenômeno viral. Mas, existe fórmula para criar o meme perfeito?


Proveniente da palavra grega “mimeme” o conceito de meme foi definido no estudo de Dawkins, em 1976, como unidade mínima da memória, assim como o gene é da genética. O zoólogo ainda afirma que o meme se propaga entre os indivíduos como um pacote cultural de informações.

Ainda nesse contexto alguns estudos apontam como características essenciais de um bom meme a longevidade, fecundidade e fidelidade das cópias (que em outras conversas podemos falar mais sobre). Fato é que o meme nasce de uma espontaneidade cômica e pode alcançar outras fronteiras através da participação ativa do público que vive na, aqui já comentada, cultura de participação.

Meme Sandra Annemberg - Que deselegante

Foi o que aconteceu com o “Que deselegante!” dito por Sandra Annemberg em 2015 e que hoje, após 4 anos, ainda tem um significado forte; e com a retórica “não é, minha filha?”, usada por Drauzio Varella em uma reportagem no fantástico.


Sem mais delongas podemos então observar diante desses exemplos, que surgiram a partir do ambiente de telejornalismo, a capacidade transmidiática que o meme tem de se disseminar em multiplataformas por indivíduos que buscam contribuir para o compartilhamento de tais conteúdos.


Seria então os memes grande aliados da publicidade que hoje está focada em estabelecer relações mais próximas com o usuário a partir da auto identificação e da segmentação de anúncios por nichos? Tenho minhas considerações mas vou deixar para um próximo texto.


Espero que tenham gostado. Vamos discutir sobre? Abraços.



Texto baseado no artigo “Senhora? Senhora? - Interações em multiplataformas a partir de memes no telejornalismo e nas redes sociais, parte do livro Jornalismo em Ambientes Multiplataformas do PPG em Jornalismo da UFPB


 
 
 

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